20.1.14

Peba jacaré e o direito dos "mano"

Só há uma grande diferença entre a situação e a oposição em Santa Cruz.

Sobre isso, pode-se até formular um paradigma. Tipo uma lei de nossa praxes política, da qual ninguém pode fugir, que é a seguinte:

A vida política na cidade santuário, salvo raras exceções, é feita por pessoas que amam o deputado do teleférico e pessoas que odeiam o deputado do teleférico. Uma galera que “tá de boa” com a prefeitura na mão e outra que tá frustradíssima por que não pode participar da farra da distribuição de cargos, favores e esquemas com o dinheiro público.

Nada de lutar pela coisa pública e pelo interesse coletivo. Muito menos pautar o debate político em torno de questões fundamentais pra consolidação da democracia brasileira, como, só pra ficar num exemplo, a agenda da desmilitarização das nossas polícias.

Na vera, esse povo tem, tipo, tudo em comum, apesar de cinicamente afirmarem o contrário.

Basta ver que quase todos eles tem/tiveram os mesmos padrinhos políticos e por muitos anos estiveram do mesmo lado. 

Por que, por mais que morram dizendo que são diferentes, pebas de jacarés, a sua cartilha ideológica reza o mesmíssimo pai-nosso, desde muito tempo. 

Ambos são contra a corrupção, a favor do extermínio das muriçoca (tá foda mesmo), odeiam os paredões que seus filhos ostentam no meio da rua, vão a missa aos domingos e aos cultos num sei que dia, ganharam uns "dinheiro honesto" com os esquemas de pirâmides e ficam p da vida com o que adoram chamar de direito dos "mano".

Uma tragédia de consenso político ideológico que lança sobre as desigualdades gritantes de nossa cidade, o peso da eternidade.


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