Só há uma grande
diferença entre a situação e a oposição em Santa Cruz.
Sobre isso, pode-se até
formular um paradigma. Tipo uma lei de nossa praxes política, da qual ninguém
pode fugir, que é a seguinte:
A vida política na
cidade santuário, salvo raras exceções, é feita por pessoas que amam o
deputado do teleférico e pessoas que odeiam o deputado do teleférico. Uma
galera que “tá de boa” com a prefeitura na mão e outra que tá frustradíssima
por que não pode participar da farra da distribuição de cargos, favores e
esquemas com o dinheiro público.
Nada de lutar pela coisa
pública e pelo interesse coletivo. Muito menos pautar o debate político em
torno de questões fundamentais pra consolidação da democracia brasileira, como,
só pra ficar num exemplo, a agenda da desmilitarização das nossas polícias.
Na vera, esse povo tem,
tipo, tudo em comum, apesar de cinicamente afirmarem o contrário.
Basta ver que quase
todos eles tem/tiveram os mesmos padrinhos políticos e por muitos anos
estiveram do mesmo lado.
Por que, por mais que
morram dizendo que são diferentes, pebas de jacarés, a sua cartilha ideológica
reza o mesmíssimo pai-nosso, desde muito tempo.
Ambos são contra a
corrupção, a favor do extermínio das muriçoca (tá foda mesmo), odeiam os
paredões que seus filhos ostentam no meio da rua, vão a missa aos domingos e
aos cultos num sei que dia, ganharam uns "dinheiro honesto" com os
esquemas de pirâmides e ficam p da vida com o que adoram chamar de direito dos
"mano".
Uma tragédia de consenso
político ideológico que lança sobre as desigualdades gritantes de nossa cidade,
o peso da eternidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário