minhas conclusões
sobre o seminário do último dia 22, no IFRN, que debateu violência policial, desmilitarização
e direitos humanos:
nós debatemos
e debatemos bem.
conhecemos
um pouco da história das nossas polícias e esmiuçamos a lógica militar que
engendra o modus operandi dessa instituição, composta de cidadãos comuns , tão
normais quanto qualquer um de nós.
lançamos
nosso olhar crítico desde o momento inicial do treinamento desumano pelo qual passam
todos aqueles que almejam ser policiais, até o instante em que o PM ,na ponta, age
com extrema violência contra aqueles que estão abaixo dele na lógica de hierarquia
e obediência.
chamamos a atenção,
e este constitui um ponto central, pro fato de que não é sobre qualquer cidadão
que recai o peso da violência policial. pois a lógica militar opera contra um inimigo
e na sociedade brasileira, este inimigo tem cor, classe social e território específico:
o pobre negro de periferia.
lembramos de
Amarildo que habitou todos esses lugares sociais de opressão, e que hoje habita
nosso imaginário de resistência e luta.
denunciamos as
violações de direitos humanos dos próprios policiais, estes que quase sempre vem
dos mesmos lugares sociais marginalizados.
reconhecemos
que a desmilitarização, só e somente,
não resolve todos os nossos problemas.
apontamos responsáveis, nos colocamos como responsáveis. pois o conjunto da sociedade brasileira cria e legitima a policia que tem.
nos demos conta, o que pra mim é a coisa mais importante de acontecer, que a gente nunca tinha pensado que outra polícia é possível.
por fim, concluímos que, sim, é possível que nós que construímos esta instituição violadora de direitos humanos básicos, dos próprios policiais e dos cidadãos mais pobres, construamos uma outra polícia, cidadã, em harmonia com uma sociedade verdadeiramente democrática.